Inseminação artificial x Fertilização in vitro: quando cada método é o melhor ?

A capacidade de realizar o seu sonho de ser pai e mãe - quando este acontecimento não flui naturalmente - reside na reprodução assistida, área extremamente evoluída da Medicina que dispõe de uma gama de profissionais aptos a amparar a evolução de sua história de vida. De modo geral, um casal pode ser considerado infértil quando ao longo de um ano, sem método anticoncepcional e com relações sexuais frequentes, a gravidez não acontece. Este é o caso de 15% da população mundial.

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, as mulheres não são as únicas e nem as principais responsáveis pela não ocorrência de uma gravidez: em 40% dos casos o problema é do casal. Entre os 60% restantes, 30% dos casos o problema é do homem e nos outros 30%, da mulher.

Você sabia que o que indica a preferência do médico por um método ou outro é a complexidade da dificuldade do casal em engravidar? Nos casos mais simples, geralmente é utilizada a inseminação artificial, enquanto para os mais complexos, a fertilização in vitro é o mais indicado.

O sucesso de um procedimento de reprodução assistida depende de diversas variáveis, como a idade da mulher, a reserva ovariana, ou, por exemplo, a gravidade do problema masculino. Porém, a média é de 45% na FIV e de 25% a 30% na inseminação. Na gravidez natural, as chances de sucesso variam de 15% a 17%.

 

Inseminação artificial

Você tem ovários policísticos que dificultam a gravidez? Este é um dos casos em que a inseminação artificial é mais comumente indicada, voltada de modo geral a casais com alterações leves no sêmen e distúrbios de ovulação.

Casais homoafetivos femininos e mulheres que querem engravidar por produção independente também buscam bastante a técnica, utilizando sêmen de doador.

Na inseminação artificial, ou intrauterina, a paciente deve usar medicamentos para induzir a ovulação, formando, no máximo, três folículos (que contêm os óvulos). No momento da ovulação, o sêmen é coletado, preparado e transferido para o interior do útero, onde os espermatozoides terão que chegar até as tubas uterinas, encontrar os óvulos e fertilizá-los, formando assim um embrião.

 

Fertilização in vitro (FIV)

Agora, quando as tubas são obstruídas ou pouco competentes, em casos de endometriose profunda; ou ainda, há baixa reserva ovariana, idade mais avançada da mulher, homens com alteração no sêmen, como baixa concentração ou mobilidade, além de alteração genética que possa ser passada para o bebê, aí é o caso da fertilização in vitro. No caso de alteração genética, inclusive, deve ser feito um diagnóstico pré-implantacional.

O processo da FIV conta com cinco etapas. A primeira é a estimulação dos ovários com medicamentos, seguida da captação dos óvulos, que será feita via vaginal por meio de punção e sob anestesia geral.

Na próxima fase será realizada a fertilização dos óvulos com os espermatozoides, o que pode ser feito da forma clássica – os espermatozoides são colocados ao redor dos óvulos e o resultado é avaliado após 19 horas -, ou por meio da injeção intra-citoplasmática, na qual o espermatozoide é inserido dentro do óvulo por uma agulha microscópica.

A quarta etapa é a cultura dos embriões, onde os mesmos são mantidos em incubadora sob temperatura e mistura de gases adequada, por três a seis dias. Por fim, há a transferência dos embriões, que é um processo indolor realizado com um cateter delicado.

 

(Redação Progênese com informações da Revista Crescer. Foto: Shutterstock)

Segunda-feira, 08 de Agosto de 2016
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